domingo, 18 de março de 2012

José Maria Morelos


    Foi um dos primeiros líderes da luta pela independência do México da Espanha, até ao seu julgamento e execução pelo Santo Ofício.Nascido em Morelia estado de Michoacán , no actual estado de Michoacán, na então Nova Espanha. Em 1797 era presbítero na diocese de Carácuaro. Aos 33 anos de idade foi ordenado sacerdotecatólico.Em 1810 juntou-se ao movimento de rebelião contra a Espanha iniciado por Hidalgo.
   Combateu hábilmente o exército espanhol, juntamente com Mariano Matamoros, capturando as cidades de Oaxaca e Acapulco.
    Promulgou o primeiro decreto de independência em 1813, convocou o primeiro congresso em Chilpancingo e promulgou a primeira Constituição do México, de cariz republicano e centralista.
    Iniciou uma série de reformas sociais, que lhe valeram o apoio maciço dos camponeses, que tentavam acabar com as estruturas agrárias do anterior regime. Ao mesmo tempo, promoveu a intolerância para com as religiões não católicas.
   Depois de várias derrotas frente aos realistas foi capturado pelas forças espanholas e fuzilado como traidor, na localidade de San Cristóbal Ecatepec, a 22 de Dezembro de 1815. Vicente Guerrerocontinuaria a luta após a sua morte.
   José María Morelos é um herói nacional do México. A sua efígie foi usada no peso mexicano de 1947 até aos anos 70.



Miguel Hidalgo

  Foi um religioso liberal, considerado o pai da nação mexicana.Melhor conhecido no México como Miguel Hidalgo y Costilla, ou Pai da Pátria, é considerado o iniciador da independência do México. Nasceu na Hacienda de Corralejo, próximo de Pénjamo, estado de Guanajuato, em 8 de Maio de 1753. Aos 12 anos de idade parte para Valladolid (actual Morelia), para estudar com osjesuítas, mas com a expulsão destes do Reino Espanhol em 1767, entra para o Colegio de San Nicolás, na mesma cidade onde estuda teologiafilosofia e arte. Os seus companheiros o comparavam com uma  Raposa pela sua sagacidade e astúcia.

   Aos 25 anos é ordenado sacerdote. Com 39 anos é nomeado reitor do Colegio de San Nicolás e dedica-se afincadamente ao estudo das teorias liberais que revolucionam a Europa de então. Devido a pressões das altas hierarquías eclesiásticas, é removido do seu cargo de reitor e colocado como pároco nas paróquias de Colima, San Felipe Torres Mochas e Dolores (no estado deGuanajuato). 

 O seu grito de guerra éViva la independencia, viva la Virgen de Guadalupe. Muera el mal gobierno (Viva a independência, viva a Virgem de Guadalupe. Morte ao mau governo).

quinta-feira, 15 de março de 2012

Independência da Bolívia

Como a autoridade real enfraqueceu durante as guerras napoleônicas, o sentimento contra o domínio colonial cresceu. A independência foi proclamada em 1809, mas dezesseis anos de luta se seguiram antes do estabelecimento da república, nomeada em homenagem a Simóm Bolívar, em 6 de agosto de 1825.
A invasão da Península Ibérica em 1807-08 pelas forças de Napoleão provou ser critica para a luta de independência da América do Sul. A derrubada da dinastia Bourbon e a colocação de José Bonaparte no trono espanhol testaram à lealdade das elites locais do Alto Peru, que rapidamente foram confrontados por autoridades conflitantes. A maioria permaneceu fiel à Espanha. Tomando uma atitude de "esperar para ver", eles apoiaram a Junta Central na Espanha, um governo no nome do abdicado Fernando VII. Alguns liberais avidamente viram com bons olhos as reformas no domino colonial propostas por José Bonaparte. Outros apoiaram as alegações de Carlota, irmã de Fernando, que governou o Brasil com seu marido, João VII de Portugal. Finalmente, um número de criollos radicais queria a independência do Alto Peru.
Esse conflito de autoridades resultou em uma luta local de poder no Alto Peru entre 1808 e 1810 e constituiu a primeira fase dos esforços para alcançar a independência. Em 1808 o presidente da audiência, Ramóm García León de Pizarro, ordenou afiliação com a Junta Central. Os juízes conservadores da audiência eram influenciados, entretanto, pela filosofia autocrática real e se recusaram a reconhecer a autoridade da junta porque eles a viram como uma consequência da rebelião popular. Em 25 de maio de 1809, as tensões cresceram quando criollos radicais, também se recusando a reconhecer a autoridade da junta por que eles queriam independência, levaram para as ruas. Essa revolta uma das primeiras na América latina, foi logo dispersa pelas autoridades.
Em 16 de julho de 1809, Pedro Domingo Murillo liderou outra revolta de criollos e mestiços em La Paz e proclamou como um estado independente do Alto Peru no nome de Fernando VII. A lealdade à Fernando foi um pretexto usado para legitimar o movimento de independência. Em novembro de 1809, Cochabamba, Oruro, e Potosí se juntaram a Murillo. Embora a revolta tenha sido derrubada pelas forças reais que foram mandadas a La Paz pelo Vice-rei do Peru e para Chuquisaca pelo Vice-rei do Rio da Prata, o Alto Peru nunca mais foi totalmente controlado pela Espanha.
Durante os sete anos seguintes, o Alto peru se tornou no campo de batalha das forças da Independente República da Argentina e das forças monárquicas do Peru. Embora os monarquistas tenham repelido quatro invasões argentinas, guerrilheiros controlaram a maior parte do campo, onde formaram 6 maiores republiquetas, ou zonas de insurreição. Nessas zonas, o patriotismo local eventualmente se desenvolvia em luta pela independência. De acordo com a Enciclopédia Católica de 1907, “Bolívia... se tornou uma república autônoma em 6 de agosto de 1825, tomando seu nome em honra a Simon Bolívar, seu fundador. A Constituição sobre qual a república é governada atualmente data de 28 de outubro de 1880, e se foca em uma política republicana unitária.”


monumento em homenagem a independência da Bolívia


Aluna: Eduarda Lopes

quarta-feira, 14 de março de 2012

Achei uma imagem referente ao ultimo assunto .


A Independência na América Espanhola.

  A independência da América espanhola está relacionada às transformações que ocorreram no século XVIII na Europa e que levaram à ruína o Absolutismo.


  Entre o final do século XV e o inicio do século XVI, a Espanha constituiu na América um imenso império colonial, riquíssimo em metais preciosos e que, até o final do século XVIII, foi a principal fonte de sustento da Coroa espanhola. A Coroa dividiu a administração em quatro vice-reinos; Nova Granada, Nova Espanha, Rio do Patra e Peru. Junto foram criadas quatro capitanias com função de defesa: Guatemala, Chile, Cuba e Venezuela.O Pacto Colonial visava permanecer com o monopólio comercial através de uma série de limitações comerciais e de algumas obrigações por parte da colônia. Porém em meados do século XVIII, a riqueza das colônias espanholas já não era a mesma. A Espanha tornou-se grande devedora da Inglaterra e da França, pois importava produtos, já que seu desenvolvimento industrial era atrasado.  As colônias espanholas e o Brasil se transformaram em Estados nacionais.  
   Assim como o movimento de independência das colônias espanholas é tradicionalmente visto a partir dos interesses da elite destacando-se:
-a grande participação popular, porém sob liderança dos criollos;
-o caráter militar, envolvendo anos de conflito com a Espanha;
-a fragmentação territorial, processo caracterizado pela transformação de 1 colônia em vários países livres;
-adoção do regime republicano - exceção feita ao México.

Carol/Duda