Como a autoridade real enfraqueceu durante as guerras napoleônicas, o
sentimento contra o domínio colonial cresceu. A independência foi proclamada em
1809, mas dezesseis anos de luta se seguiram antes do estabelecimento da
república, nomeada em homenagem a Simóm Bolívar, em 6 de agosto de 1825.
A invasão da Península Ibérica em 1807-08 pelas forças de Napoleão provou ser
critica para a luta de independência da América do Sul. A derrubada da dinastia
Bourbon e a colocação de José Bonaparte no trono espanhol testaram à lealdade
das elites locais do Alto Peru, que rapidamente foram confrontados por
autoridades conflitantes. A maioria permaneceu fiel à Espanha. Tomando uma
atitude de "esperar para ver", eles apoiaram a Junta Central na
Espanha, um governo no nome do abdicado Fernando VII. Alguns liberais
avidamente viram com bons olhos as reformas no domino colonial propostas por
José Bonaparte. Outros apoiaram as alegações de Carlota, irmã de Fernando, que
governou o Brasil com seu marido, João VII de Portugal. Finalmente, um número
de criollos radicais queria a independência do Alto Peru.
Esse conflito de autoridades resultou em uma luta local de poder no Alto Peru
entre 1808 e 1810 e constituiu a primeira fase dos esforços para alcançar a
independência. Em 1808 o presidente da audiência, Ramóm García León de Pizarro,
ordenou afiliação com a Junta Central. Os juízes conservadores da audiência
eram influenciados, entretanto, pela filosofia autocrática real e se recusaram
a reconhecer a autoridade da junta porque eles a viram como uma consequência da
rebelião popular. Em 25 de maio de 1809, as tensões cresceram quando criollos
radicais, também se recusando a reconhecer a autoridade da junta por que eles
queriam independência, levaram para as ruas. Essa revolta uma das primeiras na
América latina, foi logo dispersa pelas autoridades.
Em 16 de julho de 1809, Pedro Domingo Murillo liderou outra revolta de criollos
e mestiços em La Paz e proclamou como um estado independente do Alto Peru no
nome de Fernando VII. A lealdade à Fernando foi um pretexto usado para
legitimar o movimento de independência. Em novembro de 1809, Cochabamba, Oruro,
e Potosí se juntaram a Murillo. Embora a revolta tenha sido derrubada pelas
forças reais que foram mandadas a La Paz pelo Vice-rei do Peru e para
Chuquisaca pelo Vice-rei do Rio da Prata, o Alto Peru nunca mais foi totalmente
controlado pela Espanha.
Durante os sete anos seguintes, o Alto peru se tornou no campo de batalha das
forças da Independente República da Argentina e das forças monárquicas do Peru.
Embora os monarquistas tenham repelido quatro invasões argentinas, guerrilheiros
controlaram a maior parte do campo, onde formaram 6 maiores republiquetas, ou
zonas de insurreição. Nessas zonas, o patriotismo local eventualmente se
desenvolvia em luta pela independência. De acordo com a Enciclopédia Católica
de 1907, “Bolívia... se tornou uma república autônoma em 6 de agosto de 1825,
tomando seu nome em honra a Simon Bolívar, seu fundador. A Constituição sobre
qual a república é governada atualmente data de 28 de outubro de 1880, e se
foca em uma política republicana unitária.”

monumento em homenagem a independência da Bolívia
Aluna: Eduarda Lopes